Maputo e Quelimane aderem à Aliança para Descarbonização dos Transportes

Maputo e Quelimane aderem à Aliança para Descarbonização dos Transportes

As cidades de Maputo e Quelimane tornaram-se, assim, as primeiras, em Moçambique, a juntarem-se a outras seis do mundo no “não” à emissão de carbono pelos meios de transportes urbanos.

A Aliança para a Descarbonização dos Transportes é uma organização internacional que quer reduzir para zero a emissão de carbono nos transportes até 2050. A ideia é descarbonizar os transportes e ajudar os países minimizar os efeitos das mudanças climáticas.

O acto da assinatura do acordo que marcou a adesão de Maputo e Quelimane à TDA teve lugar hoje, em Maputo, em momentos e locais separados, todos dirigidos pelo Ministro do Ambiente e Transição Energética de Portugal, João Fernandes, país que preside a instituição desde a sua criação em 2018.

Momentos depois de dizer “sim” à Aliança e “não” aos efeitos nefastos do aquecimento global provocado, em parte, pelos gases emitidos pelos carros, o Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo reconheceu que as cidades são elemento-chave neste processo.

“Acreditamos que os compromissos, assumidos no Acordo de Paris, podem ser alcançados se as cidades desempenharem o seu papel fundamental. Quase metade da população do mundo hoje reside nas cidades, então elas são um motor muito fundamental para as economias de hoje”, disse Araújo.

Além disso, diz De Araújo, “lá estamos nós, os governos locais e que temos mais legitimidade para influenciar”, conclui.

O mesmo compromisso foi assumido por Eneas Comiche, Edil de Maputo, que diz que, com este acordo, vai-se “vai-se evitar que a nossa cidade em particular e o país no geral seja atingido pelo aquecimento global”.

Sendo os transportes responsáveis pela emissão de um quarto dos gases carbónicos do planeta, o Ministro do ambiente de Portugal, disse que as cidades devem tomar este compromisso a sério e não como mais um acordo assinado.

“Sentimos a necessidade de ir para cada vez mais perto das pessoas, porque não há decreto-lei que imponha os governos a seguir alguma indicação da TDA”, explicou João Fernandes, momentos depois do acordo com o Município de Quelimane.

 


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