Menor de 17 anos de idade tira a vida de uma funcionária da rádio pública à facada

Menor de 17 anos de idade tira a vida de uma funcionária da rádio pública à facada

Mais um crime hediondo na província de Maputo. Desta vez, a vítima é a funcionária da Rádio Moçambique afecta à Rádio Cidade, Ivone Pedro. O suposto assassino é um adolescente de 17 anos de idade que com recurso a uma arma branca (faca) deu fim à vida da gestora de contas da rádio pública nacional.

Falando ao O País, o adolescente disse que antes fora expulso da sua casa por razões que não as quis dizer e não tendo onde ir e alguém que o possa acolher, resolveu ir-se acomodar na casa da finada localizada no bairro da Djuba, Posto Administrativo da Matola, na província de Maputo, sem o conhecimento muito menos o consentimento daquela.

Disse mais que se aproveitou do facto de a sua avó ter boas relações com a malograda há longa data, para conhecer a sua hora de saída e de regresso à casa. Porém não esclareceu como é que conseguiu introduzir-se na residência sem levantar nenhuma suspeita, onde permaneceu dia e noite durante quatro dias.

Contou que durante estes quatro dias tomava todas as refeições como se de sua casa se tratasse enquanto a proprietária estivesse ausente e que acompanhava todos movimentos da Ivone Pedro, que por sinal vivia sozinha, aliás, nos últimos dias não contava com os préstimos da sua empregada doméstica. No dia do macabro assassinato, por volta das 14h, a falecida chegou a casa, o que para o adolescente foi uma grande surpresa, uma situação que o deixou sem alternativas para abandonar a casa sem que fosse visto.  

Ivone Pedro, sem se aperceber de nada, entrou de carro e foi parqueá-lo na garagem e logo de seguida dirigiu-se para o interior da sua casa. Para o seu espanto ao abrir a porta da sala já lá estava o suposto assassino que não a deu mais tempo para nada, provavelmente com recurso a uma faca decidiu espetá-la e deixá-la inanimada no chão, conta o adolescente.

“Eu sabia que ela voltava tarde a casa, sempre por volta das 19h ou 20h, só que naquele dia ela voltou cedo…, de repente ela chegou quando eram 14h e eu fiquei atrapalhado e não sabia o que fazer. Ela abriu a porta, entretanto, costumava deixar uma faca na parede que separa a sala e cozinha, peguei na faquinha e escondi-me atrás da porta para que ela não me visse. À sua entrada, não pensei duas vezes”.    

 


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