"Moçambique e Ruanda destacam-se em participação feminina na política"

Em uma conferência de abertura da Série “Fronteiras do pensamento de 2019”, nesta Segunda-feira, em  Porto Alegre, a activista pelos direitos humanos do continente Africano- Graça Machel, afirma que os países africanos estão em frente da Europa e dos EUA ( com excepção dos escandinavos), em relação à presença das mulheres nos órgãos de decisão, dando  ênfase ao parlamento de Ruanda e de Moçambique, onde 68% e 40% do parlamento, respectivamente  é formado por mulheres.

Machel, citada pela Folha de São Paulo, cita  ainda a Namíbia, em que o índice alcança 46%. A firma que não é apenas um país, mas sim vários, muito a frente nesse aspecto do que se costuma encontrar no Ocidente .

O método usado para ampliar a presença feminina no poder legislativo varia de país para país. No caso de Ruanda o parlamento reserva um número mínimo de cadeiras para as mulheres. Na Namíbia fica a critério de cada um dos partidos. Nos parlamentos Sul africanos 43% são mulheres, caso este que deixa Machel muito entusiasmada e optimista por dois motivos.

O primeiro é que segundo ela, Ramaphosa criou comissões lideradas por juízes para investigar os casos de corrupção da gestão do seu antecessor, Jacob Zuma, segundo Ramaphosa esta promovendo politicas rigorosas de luta contra a desigualdade o desemprego, especialmente entre os mais jovens.

De acordo com Machel, Mandela havia manifestado entre integrantes do partido, o desejo de que Ramaphosa, um dia, ocupasse a presidência.

Vai decorrer mais uma conferência sobre a mesma Série, Liderada por Graça Machel, na Quarta-feira (15) em São Paulo.


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