Moçambique inaugura primeira central de chamadas para COVID-19

Moçambique inaugura primeira central de chamadas para COVID-19

Para atender pessoas suspeitas ou doentes da COVID-19 foi inaugurado esta segunda-feira em Maputo a primeira central de chamadas do Serviço de Emergências médica de Moçambique que está a receber em média diária dois mil utentes de todo país. Para a instalação da central foram aplicados 100.000,00 USD o equivalente a 7 milhões de meticais.

Dados oficiais apontam para existência até ao momento de mais de 150 casos positivos para a COVID-19 em todo território nacional, sem nenhum óbito. Face ao aumento de casos da COVID-19 no país multiplicam-se esforços para contornar o avanço "preocupante" do novo Coronavírus.

Para o efeito entrou em funcionamento esta segunda-feira a central de chamadas do Serviço de Emergências de Moçambique (SEMMO) que neste momento vai atender às pessoas suspeitas de Coronavírus, como aliás, explicou Euridxe Barbosa, médica residente em medicina de emergência "para os utentes com critérios de testagem para a COVID-19 nós contactamos a Direcção Provincial de saúde (DPS) informamos ao utente que dentro de 24 ou 48 horas virá uma equipa para testagem e deve aguardar em casa seguindo o isolamento social domiciliário. Damos as recomendações e terminamos a chamada. Ao mesmo tempo ligamos à DPS e informamos a localização e damos todos dados do nosso utente para o teste e anotamos no nosso fluxograma o que foi conversado, a hora e com quem falamos para melhor termos os dados. E dizer que todos dados ficam armazenados no fluxograma do nosso programa do serviço de emergência médica de Moçambique".

A Central de chamadas está localizado no recinto do Hospital Geral de Mavalane, nos arredores da capital do país. Com a entrada em funcionamento daquela central de chamadas espera-se que reduza a ida de pessoas às unidades sanitárias. O acesso a aquele serviço é gratuito e é através do número 110 para todas as operadoras de telefonia móvel existente no país. A equipa que atende é constituída por 5 médicos que faz três turnos permitindo que o serviço esteja disponível 24 horas ao dia. O Médico especialista em saúde pública, Eusébio Chaquisse explicou como será feita a interação entre a central e as diferentes unidades sanitárias espalhadas pelo país.

"Nós vamos ter uma equipa de resposta rápida para aquela unidade sanitária que não tem serviços de internamento ou de assistência a COVID-19. No entanto a equipa de resposta vai fazer a triagem daqueles utentes que precisam de uma resposta rápida, daqueles que podem permanecer seguros e daqueles que podem voltar para as suas residências."

A vice-ministra da saúde, Lídia Cardoso em substituição do ministro da saúde, que inaugurou a central de chamadas prevê melhoria no acesso à informação por parte dos utentes.

"Uma das componentes importantes do serviço de Emergências Médicas de Moçambique e de assegurar o atendimento, triagem e aconselhamento através de chamadas que são encaminhadas pelo número telefónico de emergência e acionamento dos meios de socorros apropriados bem como assegurar a prestação de socorro pré-hospitalar e providenciar o transporte às unidades de saúde adequadas. Neste âmbito esta central de chamadas é de utilização gratuita abrangendo todos serviços de telefonia móvel irá permitir que o sistema pré-hospitalar e hospitalar funcionem de forma integrada. O espectro da acção desta central vai desde a vigilância epidemiológica, usando a triagem telefónica até aos cuidados intensivos intra-hospitalares mostrando que estes dados podem trazer informação valiosa para as acções de saúde pública durante a pandemia".

Os parceiros de cooperação do ministério da saúde desembolsaram 100 mil dólares o equivalente a 7 milhões de meticais para a instalação dos equipamentos. O plano de expansão prevê a instalação de mais dois centros de atendimento em Sofala e Nampula.

Andrea Marie Wojnar representante do Fundo das Nações Unidas para a População em Moçambique em representação dos parceiros de cooperação disse que "acreditamos que a central de chamadas será a pedra angular da resposta no pais, permitindo que os cidadãos obtenham informações de alta qualidade e referências precisas sobre a COVID-19 bem como sobre os serviços de saúde disponíveis" disse a diplomata que acrescentou a continuidade de apoios para o sector de saúde.

 


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