Moody’s mantém Moçambique no nível mais baixo da recomendação para receber investimentos

Moody’s mantém Moçambique no nível mais baixo da recomendação para receber investimentos

A agência de notação financeira Moody’s mantém Moçambique no nível mais baixo da recomendação para receber investimentos, devido ao seu histórico de incumprimento no pagamento dos cupões da dívida. A classificação do país atingiu os patamares de “lixo”.
 
A agência de notação financeira Moody’s diz não esperar qualquer melhoria na qualidade do crédito em nenhum dos países da África Subsaariana, este ano, sustentando que a perspectiva de evolução é, de forma geral, negativa na região.
 
Para o caso concreto de Moçambique, que já antecipou em comunicado que não vai pagar o cupão da dívida soberana previsto para o dia 18 do corrente mês, os analistas da Moody’s classificam o país no nível Caa3, ou seja, patamar conhecido por “lixo”, devido ao incumprimento financeiro com os credores.
 
Moçambique está no mesmo nível que a “irmã” Angola no que toca ao desencorajamento para investimentos, ou seja, ambos estão no patamar “lixo”. Porém, Luanda leva uma ligeira vantagem no rating em relação a Maputo, ao se classificar no nível do B3 com perspectivas de evolução estável.
 
As métricas de análise da sustentabilidade da dívida vão estabilizar no melhor dos cenários, acrescentam os analistas, salientando que a taxa média dos juros em percentagem das receitas quase duplicou desde 2013, para cerca de 10,8% em 2018.
 
Assim, a Moody’s antecipa que o serviço do pagamento da dívida vai aumentar em muitos países na região este ano e a médio prazo, embora a ritmo menor, dada a estabilização dos níveis da dívida. Este cenário deixa menos espaço para responder a choques externos e apostar no desenvolvimento e na despesa social.
 
As pressões sobre o endividamento devem aliviar-se face aos últimos anos, apesar de haver um ambiente externo mais desafiante, já que os perfis de crédito mostram alguma resiliência nos patamares de “rating” mais baixos.
 
Nessa ordem, a Moody’s antecipa para África subsaariana um crescimento económico de 3,5% em 2019, contra 2,8% do ano passado. Mas alerta que o crescimento não será suficientemente forte.


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