Morreu Mário Machungo (1940-2020)

Morreu Mário Machungo (1940-2020)

Morreu, hoje, Mário da Graça Machungo, antigo primeiro-ministro. Machungo perdeu a vida vítima de doença em Portugal, onde se encontrava em tratamento.

A notícia da morte de Mário Machungo foi divulgada esta manhã pela família, que adiantou que o antigo dirigente se encontrava em tratamento há algum tempo em Lisboa.   

Machungo foi das figuras de destaque nos governos formados após a independência nacional. Ocupou a pasta de Ministro da Coordenação Económica no Governo de Transição entre 1974 e 1975, sendo responsável pela articulação de todo o sector económico do país.

Seguiram-lhe outras funções, nomeadamente as de Ministro da Industria e Comércio; Ministro da Agricultura; Ministro do Plano; governador da Província da Zambézia e primeiro-ministro entre 1986 a 1994.

Formado em economia em Lisboa, Machungo também experimentou a Assembleia da República, tendo sido deputado no sistema de partido único e na primeira legislatura democrática entre 1994 a 1999.   

A sua actividade estendeu-se à academia, onde foi professor e director da Faculdade de Economia da Universidade de Lourenço Marques, hoje UEM, e nos últimos anos colaborava com o Observatório do Meio Rural, uma organização da sociedade civil especializada em estudos no sector agrário.    

Enquanto estudante em Lisboa, foi dirigente associativo ocupando o lugar de Presidente da Assembleia Geral da Casa dos Estudantes do Império, instituição que viu emergir vários nacionalistas das ex-colónias portuguesas, entre os quais Joaquim Chissano, Hélder Martins, Marcelino dos Santos, Óscar Monteiro, Amílcar Cabral, Pedro Pires, Pepetela e Agostinho Neto.  

Machungo emprestou ainda o seu conhecimento ao sector privado, tendo colaborado com o Millennium bim, onde desempenhou varias funções, entre as quais a de Presidente do Conselho de Administração.

O antigo-primeiro ministro, nascido na Maxixe, em Inhambane, morre aos 79 anos.

 

Mário Machungo entre a política e a banca

Mário Fernandes da Graça Machungo como membro da Frelimo ocupou vários cargos ministeriais após a independência. Além de político moçambicano foi perito no sector da banca e assuntos relacionados com políticas monetárias.

Mário Machungo desempenhou funções como Primeiro-ministro de Moçambique, de 1986 a 1994, foi sucedido por Pascoal Mocumbi. Posteriormente, envolveu-se activamente no sector privado. Foi Presidente do Conselho de Administração e Presidente do BIM Banco Internacional de Moçambique SA, Millennium bim.

Machungo foi, igualmente, presidente do Banco Comercial de Moçambique (BCM) e do Banco Internacional de Moçambique. Foi ainda presidente da Seguradora Internacional de Moçambique, S.A.R.L., integrou o Conselho Superior do Banco Comercial Português S.A.  e do Millennium BCP-Ageas Grupo Segurador S.G.P.S. S.A.

Mário Machungo foi também economista no Banco de Fomento Nacional, Portugal e Moçambique em 1970; Ministro da Coordenação Económica em 1974; Ministro do Comércio e Indústria entre 1975 e 1976; Ministro da Energia, em 1978; Ministro da Agricultura, de 1978 a 1982; Ministro do Planeamento entre 1980 e 1994; Governador da Província da Zambézia, de 1983 a 1986; e, em 1995, tornou-se Presidente do Conselho de Administração do Banco Internacional de Moçambique.

 

 


 


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