Nampula foi a cidade mais cara do país no mês passado

Nampula foi a cidade mais cara do país no mês passado

Desagregando a inflação mensal pelos três centros (Maputo, Beira e Nampula) de recolha que serve de referência para o cálculo do custo de vida no país, depois de Nampula (a mais cara, com uma inflação na ordem 0,63%,), a cidade de Maputo, com um índice de 0,16%, segue na segunda posição do ranking.

Beira ficou-se na cauda. Ou seja, esta capital provincial de Sofala foi a mais barata no mês de Agosto (0,003%), segundo o Instituto Nacional de Estatística, no seu índice mensal de preço no consumidor.

Em termos de inflação acumulada, ou seja, de Janeiro a Agosto deste 2018, o INE refere que a cidade de Maputo liderou a aceleração do custo de vida com 3,98%, seguida da Beira com 2,30% e por fim Nampula com 0,33%.

No geral, o país registou em Agosto passado, uma subida mensal de preços na ordem 0,26%, com inflação acumulada a situar-se em 2,68% e a homóloga em 5,02%.

Analisando a inflação mensal por produto, destaca-se a subida dos preços da gasolina (2,3%), do peixe fresco, refrigerado ou congelado (4,1%), do consumo de água canalizada (40,7%), da farinha de milho (7,4%), do peixe seco (1,3%), das consultas em clínicas (5,7%) e da farinha de mandioca (21,4%).

Estes produtos, ainda de acordo com o INE, foram responsáveis por cerca de 0,42 pontos percentuais (pp) positivo no total da inflação mensal.

Entretanto, alguns produtos registaram queda de preços, destacando-se o tomate (5,2%), a cebola (6,7%), a couve (7,9%), o coco (5%), a capulana (1,1%), o feijão manteiga (2,4%) e óleo alimentar (0,9%).

Já em termos acumulados, ou seja, comportamento do custo de vida nos primeiros oito meses do corrente ano, o Instituto Nacional de Estatística apontou a divisão de transportes como a principal responsável pela tendência geral de aumento de preços ao contribuir com aproximadamente 1,77pp positivos.

Desagregando a inflação acumulada por produto, merece destaque o aumento dos preços de transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros, da gasolina, das refeições fora de casa, do gasóleo, dos veículos automóveis ligeiros em segunda mão, do carvão vegetal, do vinho e do consumo da água canalizada, que comparticiparam com 2,40 pp positivos no total da inflação acumulada.

Relativamente a igual período de 2017, os dados do INE referem que o país registou um aumento de preços na ordem de 5,02%. A divisão de transportes foi, em termos homólogos, a de maior agravamento de preços com 14,17%.

 

 


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