O legado que Kalungano deixou aos alunos da Escola Secundária Marcelino dos Santos

O legado que Kalungano deixou aos alunos da Escola Secundária Marcelino dos Santos

Herói nacional era patrono de uma escola secundária aberta em 2016 no distrito de Namaacha, província de Maputo. Marcelino dos Santos celebrou naquela escola o seu aniversário quando completou 87 anos. Ao jornal “O País”, os estudantes daquela instituição de ensino falaram do legado do nacionalista.

Há pouco mais de 55 quilómetros da Cidade de Maputo situa-se a Escola Secundária Macelino dos Santos. Quis o destino que o povoado de Mafuiane, no distrito da Namaacha, província de Maputo fosse o escolhido para acolher a escola com o nome do membro e fundador do então movimento de libertação nacional, Frelimo e combatente da luta armada.

Com cerca de 800 alunos, a escola situado defronte na Estrada Nacional Número 4, leciona da 8ª a 10 classe e no primeiro ano da sua existência recebeu a visita do patrono, no mesmo dia em que passavam-se 87 anos após o seu nascimento a 20 de Maio de 1929, em Lumbo, província de Nampula. Aliás, Marcelino pisou o chão em que hoje adolescentes e jovens pisam a busca do objectivo de formar-se, dominar a ciência e a técnica para poderem contribuir para o desenvolvimento do país.

O peso da idade já não lhe permitia muito mas o sorriso característico estava lá. Marcelino percorreu o recinto até a biblioteca onde ofereceu livros e explicou porque estava ali. “Podem estar a perguntar porque estamos aqui, porque viemos a tão distante da cidade. Sim é distante da cidade mas nós sempre dizíamos que o nosso lugar é junto do povo, onde o povo está” dissera, num breve discurso que recordou a paixão que ainda tinha pelo socialismo.

O tempo passou e quase três anos depois, o gesto continua a beneficiar uma geração em formação. São centenas de livros que, todos os dias, trazem uma nova visão do mundo aos alunos da 8ª, 9ª e 10 classes… “Marcelino dos Santos foi um ícone, herói, poeta e político”, introduz Anita Vilanculos.

Não presenciou a entrega dos manuais mas conhece bem a sua proveniência. “Os livros foram oferecidos pela Fundação Marcelino dos Santos. Os livros me ajudam a realizar os trabalhos que os professores mandam fazer”.

Já Helton, outro estudante apetrechado por parte dos livros de Marcelino, tem um gosto particular por histórica e naquele lugar encontra uma ajuda adicional. “Me ajudam a estudar, aprender coisas novas. Novas matérias, como descobrir como funcionava o antigo regime”, detalhou Helton Mulungo, aluno da 9ª classe.

Enquanto apreciávamos o estágio actual da biblioteca, num pavilhão paralelo decorria uma aula de história onde o professor Laiton recordou aos alunos quem foi Marcelino dos Santos. “É uma aula que estava a dar e senti a necessidade de associar a aula o facto que vivemos esses dias, a surpresa que tivemos que foi a notícia da morte de Marcelino dos Santos. É importante que eles saibam que se hoje vivem em Paz é porque há pessoas que contribuíram para que isso acontecesse”, explicou Laiton Salomão.

Marcelino é, diga-se um nome de referência incontornável, naquela escola. Um grane homem que inspirou, inspira e, certamente, continuarão a inspirar gerações. “Dá aula que tive sobre Marcelino dos Santos pude fixar que foi um homem corajoso e acho que devemos nos inspirar nessa coragem para poder desenvolver o nosso país”, explicou Adelson, um aluno da 10ª classe.

 


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