“O nosso Estado já é um gangstar”, diz Daviz Simango

“O nosso Estado já é um gangstar”, diz Daviz Simango

Daviz Simango foi a Gorongosa confortar os membros do seu partido que denunciam perseguição por elementos alegadamente das Forças de Defesa e Segurança. Já no distrito de Nnhamatanda, Simango falou do atendado que o cabeça-de-lista do MDM em Maputo sofreu e disse ser uma evidência de que o Estado foi capturado por criminosos.

Quem ouve falar do distrito de Gorongosa, na província de Sofala, facilmente associa a um território controlado pela oposição. Entretanto, não é o que Daviz Simango encontrou quando escalou aquela zona na manhã de hoje.

No encontro com membros e simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Simango ouviu queixas de perseguição e intimidação, supostamente perpetrados por agentes das Forças de Defesa e Segurança, para inviabilizar qualquer acção política dos partidos da oposição.

“Membros da Frelimo foram a minha casa na zona de Chitunga e perguntaram 'porquê continuo a hastear a bandeira do MDM na minha barraca' e prometeram meter-me no militar BTR (veículo). Disseram que queriam tirar a bandeira do MDM e colocar a da Frelimo”, contou um dos jovens delegados do “partido do galo” em Gorongosa.

Um assunto que pra Daviz Simango é um claro indicador de intolerância política em pleno momento de campanha eleitoral. “Estamos perante essa situação de captura do Estado. Um cidadão moçambicano não pode ser obrigado, intimidado porque tem uma posição política diferente de alguém. BTR não é para meter a população. Nenhum membro das Forças de Defesa e Segurança tem direito de capturar um cidadão porque ele está a fazer livremente o seu negócio. Essa gente não tem noção do que provoca”.

Já no período da tarde de hoje, o candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique esteve no distrito de Nhamatanda, ainda em Sofala, e foi recebido com euforia por membros e simpatizantes do seu partido que o aguardavam desde de manhã.

Mais uma vez, a violência eleitoral voltou a ser a tónica do seu discurso, no posto administrativo de Tica, com uma referencia concreta ao atentado que Augusto Pelembe sofreu na província de Maputo.

Perante estas situações, Simango pediu aos eleitores para darem cartão vermelho ao partido no poder sob pretexto de que a população não pode continuar a votar nas mortes e no sofrimento.

 

 


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