“Onde mora a corrupção, o negócio torna-se oneroso e trava o desenvolvimento”

“Onde mora a corrupção, o negócio torna-se oneroso e trava o desenvolvimento”

Perante homens de negócios, membros do Governo e outros participantes Filipe Nyusi defendeu, ontem, que a corrupção é um alvo a abater, pois tem vindo a prejudicar o ambiente de negócios no país. Para o Chefe de Estado, há que se tomar decisões mais arrojadas para frear e quiçá acabar com os efeitos desse fenómeno. “Entre os vários obstáculos que afectam o ambiente de negócios julgamos haver a necessidade de incluirmos na lista das acções prioritárias a desenvolver: a luta tenás contra práticas que configuram a corrupção. Onde reina a corrupção, o negócio torna-se oneroso, surge o desrespeito ao produtor e trava o desenvolvimento. Reconhecemos que por muitas reformas institucionais, por muitas revisões de leis ou códigos que possamos fazer, de nada valerá se a prática de corrupção prevalecer e estiver enraizada nos esquemas obscuros de fazer negócios. Pior ainda será se ninguém assumir que esta prática existe”, defendeu o estadista para depois explanar sobre os efeitos que este mal está a causar para o cidadão em particular e o país em geral. “Com este mal quem perde é o Estado e em particular o povo que vai gastar mais, recebendo serviços, bens ou obras de baixa qualidade com consequências na sua durabilidade e nos seus custos.

Por outro lado, reduz-se a credibilidade. Os agentes privados honestos que não trilham pelos caminhos invisíveis da corrupção, acabam também ficando prejudicados”, detalhou.

Filipe Nyusi avançou ainda que o seu governo está empenhado a mudar esse cenário. “Estamos empenhados em mudar esta mentalidade. Convidados o sector privado a contribuir para a divulgação e cumprimento das regras para que possamos, na base das ferramentas legais que possuímos responsabilizar e punir os infractores. Esta é a razão pela qual, nos últimos tempos, tem sido recorrente notícias sobre audições, detenções e julgamentos relacionadas com a corrupção”, disse.

Ainda na gala, a CTA ofereceu um quadro de recordação ao Chefe de Estado pelos esforços que tem vindo a desenvolver para a melhoria do ambiente de negócios no país. A confederação das Associações Económicas premiou igualmente três individualidades ligadas ao sector privado. Na categoria Promotor de Associativismo foi galardoado Salimo Eduardo Abdula, um dos primeiros quadros da CTA a desenvolver os termos de referência da organização; na categoria Promoção de Investimentos foi premiado Mohamed Rafique Jusob pelo seu trabalho no Centro de Promoção de Investimentos (CPI), já a Associação de bancos chamou a si a premiação de Melhor Associação.  


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