Onde mora (va) a paixão dos ministros do Desportos?

Onde mora (va) a paixão dos ministros do Desportos?

Temos uma nova direcção no Ministério da Juventude e Desportos. No seu alto critério de escolha, o Presidente da República substituíu Alberto Nkutumula, pela senhora Nyelete Mondlane, o que não deixou de causar grande surpresa nos desportistas.

Isto porque se antes se alvitrasse entre os agentes do desporto hipóteses de nomes para novo titular do MJD, seguramente que o da nova ministra não entraria na lista, pois não se lhe (re)conhece um passado de acções nesta área.
Afinal, contínua actual e actuante, o ditado “desporto, é paixão”.

Consonância com o passado...

Desde a Independência Nacional, sempre estranhei o apenas “espírito de missão” que, à excepção de Joel Libombo e Carlos de Sousa, guiou a fugaz presença dos anteriores ministros dos desportos.

Vamos ao concreto: Mateus Kathupa, Fernando Sumbana, ou Pedrito Caetano, no que toca ao desporto, foram “meteoros” que marcaram presença nos campos, palestras, viagens e outras acções, nalguns casos porque a sua ausência seria notada. Muito próximo de um “frete”.
Após a missão ministerial cumprida (ou comprida?), nunca mais se lhes viu o rasto nos acontecimentos e actividades desportivas.

Não é propósito deste artigo, contestar as nomeações, mas parece legítimo questionar a falta de paixão, e nalguns casos vocação da maioria dos titulares indicados para este pelouro. A menos que nos convençam que não há pessoas da área, com competência para a dirigirem.

Comparativamente, direi que seria impensável vermos um ministro das Finanças sem passado de Economista, da Justiça sem ser uma pessoa do Direito ou da Saúde sem passado nesta área.

Daí que o critério de nomeação de ministros sem passado para o desporto, talvez encontre explicação num “slogan” que parece actual e que cataloga o MJD como o... Ministério das Brincadeiras!

 


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