País regista mais 53 casos positivos de COVID-19

País regista mais 53 casos positivos de COVID-19

Registou-se um novo recorde de casos positivos do novo Coronavírus. Esta terça-feira foram diagnosticados 53 novos pacientes, totalizando um cumulativo de 307 casos, dos quais 98 recuperados e três óbitos. A maior parte dos infectados é de Nampula, com 47 casos. O Ministério da Saúde garante criar acções de controlo da pandemia naquela província.

Depois de a 01 de Junho não terem sido diagnosticados novos casos, o
segundo dia foi de “cortar a respiração”. De um só vez, 53 pessoas a testarem positivo para o Coronavírus, num universo de 269 amos- tras testadas.

Os novos casos são de três pro- víncias, com Nampula a contribuir com 47 casos, sendo 38 da cidade de Nampula e nove de Mogovolas, cinco da cidade de Maputo e um de Cabo Delgado.

Sobre os casos novos reportados, todos são de nacionalidade moçambicana, sendo 17 pessoas que não apresentam sintomas e os restantes 36 com sintomas leves a moderadas. O único caso de Cabo Delgado, mais concretamente de Palma Sede, é de um indivíduo do sexo masculino, com idade superior a 15 anos. Este faz parte do grupo de rastreio de um contacto, que ainda não foi identificado.

Já de Nampula, 38 indivíduos infectados são da capital provincial, dos quais 14 do sexo femi- nino, onde encontramos quatro menores de 15 anos de idade e 10 acima de 15 anos, para além de 24 indivíduos do sexo masculino, dentre eles dois menores de 15 anos de idade e os restantes 22 com idade superior a 15 anos de idade. Mas também temos casos do distrito de Mogovolas, em número de nove, dos quais quatro do sexo masculino e cinco do sexo feminino, todos com idade supe- rior a 15 anos.

Na cidade de Maputo mais cinco casos, todos de idade superior a 15 anos, sendo três indivíduos do sexo feminino e outros dois do sexo masculino.

Dos casos confirmados esta terça-feira, as crianças continuam a aumentar o número, passando de 29, até o dia 01 de Junho, para 35 esta terça-feira, dos quais 17 rapazes e 18 raparigas.

Das 269 amostras testadas esta terça-feira, uma é da Província de Cabo Delgado, 120 de Nampula, 10 da Zambezia, 6 são de Sofala, 81 são da Província de Maputo e 51 amostras são da Cidade de Maputo.

Destes novos casos 30 são de rastreio de contactos e 17 são resultantes da vigilância activa. Uma vigilância activa adoptada pelo Ministério da Saúde, que vai para além das orientações da Organização Mundial da Saúde, como forma de controlar a propa- gação da pandemia em todo país, mas agora com maior incidência na província de Nampula. “Nampula é uma das províncias que es- tamos a seguir de perto. Em termos de perfil epidemiológico, é, neste momento, a província com a maior taxa de positividade. Isto é, o número de indivíduos que são positivos entre o universo dos indivíduos testados, o que nos preocupa”, disse Eduardo Samo Gudo, director geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde.

Aliás, Eduardo Samo Gudo esclareceu ainda que o director geral do INS encontra-se na província de Nampula “a trabalhar com as autoridades locais no terreno” para fortalecer as acções de controlo. Para já, das acções que estão a ser discutidas pelo Ministério da Saúde e as autoridades locais da saúde, incluem-se três dos mais importantes, nomeadamente “a expansão da vigilância activa, o fortalecimento das equipas locais de vigilância, através do trabalho conjunto com equipas de nível central, e o fortalecimento das medidas de higiene e saneamento”, tendo em conta que para cortar a transmissão é preci- so assegurar que não haja oportunidade dos indivíduos adquirirem a infecção por não cumprimento das medidas de higiene, segundo Samo Gudo.

Ainda em relação a casos positivos de Nampula, o Ministério da Saúde diz estar ainda a fazer uma investigação para encontrar relação com deslocados de Cabo Delgado.
“Neste momento não é possível fazer relação com uma cadeia. Dos casos novos de Nampula há dois grupos, onde o primeiro é de rastreio de contactos, que é óbvio qual é a fonte de infecção, que foi um individuo positivo reportado na semana passada, e para o segundo grupo, que é o grupo de indivíduos da vigilância activa, é preciso desencadear uma investigação e só esta investigação pode nos dizer se há alguma relação ou não com a província de Cabo Delgado”, disse Eduardo Samo Gudo.

 


CABO DELGADO CONTINUA COM MAIS CASOS POSITIVOS

Relativamente aos casos positivos e recuperados por província, Maputo cidade conta com 52 positivos e 19 recuperados, Maputo província com 22 positivos e 6 recuperados, Gaza com três casos positivos, Inhambane também com três positivos e 1 recupera- do, Sofala com 12 casos positivos,
Manica com 1 caso, Tete com 4 positivos, Zambézia com 2, Nam- pula agora com 61 casos positivos e 1 recuperado, Niassa com 1 caso e Cabo Delgado com 146 casos positivos e 72 recuperados.

Assim, actualmente, o nosso País conta com 307 casos positivos registados, dos quais 98 recuperados e três óbitos. Um paciente continua internado em Inhambane, mas segundo o Ministério da Saúde apresenta melhorias e pode ter alta hospitalar a qualquer momento.

O país registou ainda mais um caso totalmente recuperado da COVID-19, de um indivíduo moçambicano que reside na província de Inhambane, do sexo masculino e com idade superior a 15 anos, que cumpriu o isolamento domiciliar durante a vigência da pandemia.

 


AINDA NÃO HÁ TRANSMISSÃO COMUNITÁRIA

Mesmo com o número de 53 infectados registado esta terça-feira, o Ministério da Saúde reitera que o país ainda não regista transmissão comunitária, tendo em conta que há critérios para se declarar essa fase, nomeadamenteo aumento rápido em dias con- secutivos. Ou seja, deve-se ter um aumento de números positivos da doença durante muitos dias consecutivos; a mudança de perfil demográfico em termos de idade, ou seja, no foco inicial os casos eram somente de idosos e passou para crianças, que ainda não é expressiva; e ainda a alteração no perfil clínico, isto é, quando passarmos para uma fase em que temos muitos doentes graves e internados, o que não é o caso.

Por isso, aquela instituição do Estado diz que o país ainda tem uma oportunidade para reverter a situação e cortar a transmissão, bastando para tal haver uma implementação rigorosa das medidas de prevenção.

Até este momento, em Moçambique existe um cumulativo de 846.114 pessoas rastreadas.

Destas, 16.890 foram submetidas á quarentena domiciliar e 1.437 pessoas continuam em quarentena, com acompanhamento dos agentes da saúde.
Em termos de testados, cumulativamente, 11.239 amostras foram analisadas nos laboratórios de referência do Instituto Nacional de Saúde e outros laboratórios privados. 


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