Patinar contra o relógio…

Patinar contra o relógio…

A selecção nacional de hóquei em patins dá início, amanhã, com os trabalhos de campo enquadrados na preparação para o Campeonato Africano da modalidade, prova a realizar-se de 15 a 17 de Março, em Luanda, Angola. Segunda-feira, a direcção da Federação Moçambicana de Natação reuniu-se com os atletas para tratar de questões logísticas.

Mais do mesmo no hóquei em patins: arranque tardio da preparação, questões logísticas por acertar e corrida contra o relógio no processo de preparação para uma competição internacional.

Ontem, segunda-feira, no pavilhão do Estrela Vermelha, apenas um encontro de concertação entre a direcção da Federação Moçambicana de Patinagem, encabeçada por Nicolau Manjate, equipa técnica e atletas pré-convocados.
Nem todos estiveram presentes, sendo de destacar a ausência de Spiros “Kiko” Esculudes, capitão da selecção nacional.

Da parte da direcção da FMP, um vigoroso apelo aos jogadores selecionados para que “comecem a trabalhar seriamente” a partir desta quarta-feira, para alcançarem os objectivos preconizados: conquistar o campeonato Africano de Angola e consequentemente qualificação para o Mundial de Barcelona, na Espanha.

Jogadores e equipa técnica esperam uma prova difícil. Mas os “ngonhamas” estão cientes de que com o trabalho vão superar as adversidades.
“Temos pouco tempo de trabalho, por questões de logística. As pessoas fecham-se em copas, não se comunicam. Não sabemos o que está a acontecer, qual é a programação e acabamos tendo problemas deste nível e são assuntos que nos ultrapassam como atletas”, lamentou Ivan “Maninho” Esculudes, um dos experientes jogadores da selecção nacional de hóquei em patins.Maninho diz ainda que tal “tem que ver mesmo com a estrutura de quem está em frente disto”.

Adiante, o hoquista que participou pelo menos nas últimas cinco edições dos mundiais, falou do ritmo competitivo nesta altura: “os jogadores não estão a competir. Estamos há quase dois meses de férias. Para quem anda nisto sabe que provoca problemas de fadiga e lesões mas estamos aqui pelo país”, disse Ivan Esculudes.Mais adiante, Esculudes afirmou que é preciso voltar aos tempos áureos da selecção, onde Angola não fazia frente aos moçambicanos.

“Se, no Mundial Angola ficou a frente de nós, o que é normal, significa que alguma coisa não está bem. Então, para superarmos Angola é preciso começar a trabalhar muito cedo para melhorar. Não podemos estar a chorar pelo leite derramado. Já conhecemos a equipa de Angola”, frisou para depois acrescentar: “muitos jogadores estão a competir em clubes de Portugal estão no meio da época, eles têm muito respeito por nós e vai ser um encontro interessante”, vaticinou.  

Por sua vez, Pedro Tivane, seleccionador nacional-adjunto, está ciente do começo tardio mas promete fazer de tudo para superar as adversidades.
“A nossa época tem começado um pouco tarde, mas programamos este ano que os jogos vão começar um pouco cedo, isto no dia 18. Então tivemos que nos basear, na convocatória, nas competições do ano passado. É claro que o tempo já nos fugiu, mas temos que trabalhar para conquistar o ‘Africano’ e qualificarmo-nos para o mundial de Barcelona, na Espanha”, desafiou.

E deixou ficar a receita para o sucesso: “Temos que trabalhar duro, porque não teremos estágios, nem jogos de controlo”, esclareceu Pedro Tivane”.  
Amanhã, a selecção nacional inicia com os trabalhos de campo, sendo que o ciclo preparatório compreende três semanas com duas sessões: segunda e quartas.

 

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