Preço da gasolina não reduziu porque foi adquirida a um preço relativamente alto

Preço da gasolina não reduziu porque foi adquirida a um preço relativamente alto

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, esclareceu que o preço da gasolina não foi reduzido no último reajuste, tal como outros combustíveis, porque Moçambique está ainda a consumir o stock que foi comprado a um preço relativamente alto, pelo facto do consumo ter reduzido devido à COVID-19.

No último reajuste dos combustíveis, a gasolina foi o único produto que não registou redução.

“Com a evolução da pandemia, há uma tendência global de redução dos níveis de actividade económica e Moçambique não é uma excepção. O nível de consumo dos combustíveis reduziu, em alguns casos para mais de metade e os stocks de gasolina no mercado refletem-se a entregas do mês de Março, portanto, o preço mais elevado”, referiu Max Tonela.

Max Tonela falava em Afungi, na província de Cabo Delgado, numa conferência de imprensa realizada a propósito da visita que efectuou ao projecto de gás natural liderado pela multinacional Total.

No que diz respeito a marcação dos recursos petrolíferos, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia vai lançar amanhã o concurso público internacional.

Com o concurso, o Ministério pretende contratar uma entidade/firma, nacional ou estrangeira, para a prestação de serviços de marcação dos combustíveis nos terminais de recepção localizados em Maputo, Beira, Nacala, Pemba e Quelimane, bem como a realização de testes em instalações petrolíferas para o controle da qualidade dos combustíveis.

“Os serviços de marcação de combustíveis têm em vista o alcance dos seguintes objectivos: eliminar os níveis de contrabando decorrente da introdução no consumo interno de combustíveis em regime de trânsito para os países vizinhos; eliminar os níveis de adulteração dos combustíveis por forma a assegurar que os consumidores tenha acesso a um produto com qualidade esperada e fiável, evitando-se desse modo o desgaste acelerado dos equipamentos e a poluição dos equipamentos; e assegurar uma concorrência justa entre os diferentes operadores da cadeia de importação e comercialização de combustíveis líquidos”, lê-se num comunicado de imprensa do Ministério dos Recursos Minerais e Energia a que “O País” teve acesso hoje.

Os interessados pelo concurso poderão concorrer individualmente ou em associação até o dia 20 de Julho do presente ano.

 

 


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