Preços desaceleraram para 15.11% em 2017 depois de 19.85% em 2016

Preços desaceleraram para 15.11% em 2017 depois de 19.85% em 2016

Depois da histórica subida do custo de vida em 2016, marcada pela queda do poder de compra das famílias perante o aumento acentuado do nível médio de preços de todos os bens e serviços, 2017 acaba por confirmar o início da retoma à estabilidade económica, com o abrandamento da subida de preços. Tomando por base o comportamento de preços de 2009, no ano passado, o aumento da média de todos os preços de bens e serviços no país foi de 15.11%, 4.74 pontos percentuais abaixo do nível de preços de 2016, cuja média aumentou em 19.85%.

Ainda assim, os números estão acima do previsto pelo Governo, segundo informação publicada recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística: é que, o nível geral de preços acabou subindo em 15.11% no ano passado, enquanto o Banco de Moçambique projectava um aumento da média anual na ordem de 14%, uma diferença de 1.11 pontos percentuais.

Apesar da desaceleração, os preços continuam elevados, situando-se ainda em dois dígitos, isto é, superiores iguais ou superiores a 10%, em comparação com um passado recente, a exemplo de 2015, quando a média se situou próximo dos 3%.

O Instituto Nacional de Estatística indica que a divisão de vestuário teve maior destaque no aumento de preços no ano passado, ao registar aumentos na ordem 21,52%. Em termos de produtos, destaque vai para o aumento dos preços da Gasolina, do pão, do carvão vegetal, das refeições em restaurante, da cerveja, do coco e do peixe. Todos estes produtos comparticiparam com um aumento de 3.88 pontos percentuais na subida anual de preços que se registou.

Estes dados representam o conjunto das três principais cidades do país. Olhando para o comportamento de preços por cidade, os dados apontam que Nampula foi a mais cara, com a média a situar-se em 15.44%, seguida da cidade de Maputo, com 15.06%, sendo a cidade da Beira a menos cara com uma média de 14,81%.

Analisando os dados de Janeiro a Dezembro do ano passado, isto é, em termos acumulados, o país registou um aumento de preços na ordem de 5,65%, o que está muito abaixo dos 23.67 em 2016. Para a subida que se verificou em 2017, destaque vai para o comportamento de preços das divisões de Transportes cujos preços subiram 1.41 pontos percentuais, e restaurantes, hotéis cafés e similares com um aumento em 1.03 pontos percentuais.

O ano de 2017 caracterizou-se por uma tendência de aumento de preços de Janeiro a Abril, de Maio a Setembro verificou-se uma tendência de queda e nos últimos três meses voltou a registar um comportamento idêntico ao dos 4 primeiros meses do ano.

Os meses de Janeiro e Fevereiro foram os mais severos com aumentos de preços na ordem de 2.15% e 1.25%, respectivamente, explicados em grande medida, pelo agravamento dos preços do Tomate, Carvão vegetal, do Coco, do Amendoim, do Carapau, do Ensino superior público e dos Veículos automóveis novos ligeiros.

Os meses de Junho e Julho foram os que tiveram quedas acentuadas de preços na ordem de 1,20% e 0,50%, respectivamente, influenciadas pela queda dos preços do Tomate, dos Veículos automóveis novos, do Carvão vegetal, do Amendoim, do Óleo, alimentar, do Carapau e do Gás butano.

Tomando como referência a inflação acumulada, a Cidades de Maputo registou aumento de preços na ordem de 7.16%, Nampula 4.57% e Beira 2.93%.

Em termos de inflação (subida de nível geral de preços) mensal, os dados recolhidos nas Cidades de Maputo, Beira e Nampula em Dezembro passado, indicam que o país registou um agravamento mensal na ordem de 1,10%.

Os preços da divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas aumentaram em 2,01%. Esta divisão comparticipou para o total da inflação mensal com 0,63 pontos percentuais.

O aumento dos preços do Tomate (12,1%), da Cerveja (6,1%), da Cebola (20,6%), do Coco (9,9%), da Gasolina (1,4%), das Consultas em Clínicas (24,9%) e do Peixe fresco refrigerado ou congelado (2,6%) foi responsável por 0,79pp positivos do total da inflação mensal registada.


 


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