Presidente da República anuncia que escolas e igrejas vão continuar encerradas

Presidente da República anuncia que escolas e igrejas vão continuar encerradas

Numa comunicação à Nação, esta quinta-feira, o Presidente da República re-cuou da decisão de reabrir gradualmente as escolas, a partir de 27 de Julho corrente. Filipe Nyusi disse que todos os estabelecimentos de ensino manter-se-ão encerrados “até que se confirme” que há “condições de higiene bási-cas” para reabrirem, e orientou para que se continue a preparar o “novo normal” em meio à COVID-19, que tende a ganhar terreno no país e no mundo.

A medida deve-se ao facto de o grosso dos estabelecimentos de ensino não reunir as condições exigidas para que as aulas decorram sem o risco de contágio pelo novo Co-ronavírus. Mantém-se igualmente a proibição de realização de cultos e celebrações reli-giosas até que se garanta a sua retoma de forma segura.

Filipe Nyusi explicou que de posicionamento visa “dar tempo (…) para uma melhor preparação” de diferentes instituições.

A 12 dias do fim do Estado de Emergência, Moçambique regista um aumento significati-vo de casos do novo Coronavírus [1.380, dos quais 380 recuperados e nove óbitos]. Entre esta segunda e quinta-feira, em média 56 pacientes testaram positivo à COVID-19.

Até ao fim desta terceira prorrogação, Filipe Nyusi promete fazer “uma avaliação mais completa e definitiva da situação da pandemia em Moçambique”.

Entretanto, enquanto 29 de Julho não chega, “manteremos em vigor todas as medidas anteriormente anunciadas”, o que significa que “manteremos as escolas fechadas a to-dos os níveis até que se confirme as condições de higiene básicas necessárias” para evi-tar o contágio pelo novo Coronavírus.  

Em relação às escolas, o Presidente da República afirmou ser imprescindível providenci-ar as condições básicas de saneamento para a prevenção da COVID-19, como a água e assegurar o distanciamento social.

Neste contexto, o trabalho iniciado para a retoma faseada de aulas, assim como para realização de actividades desportivas, culturais, entre outras, deve ser continuado de forma “segura e acelerada”, pois o mesmo permitirá avaliar que decisões tomar no fim deste período.

Segundo Filipe Nyusi, a pandemia da COVID-19 “tem contornos mundiais que ao difí-ceis de caracterizar (…)” e “estamos perante um aumento progressivo e generalizado de casos positivos”.  

A comunidade científica alertou, recentemente, que existem novas evidências de trans-missão do vírus através do ar, o que sugere um maior risco de transmissão em espaço fechados tais como escritórios, locais de culto, salas de cinema, teatro e conferência, disse Filipe Nyusi, para quem Moçambique está cercado por “vizinhos com altos níveis de contaminação”.  

Esta situação exige medidas acrescidas de vigilância e prevenção.

 

BALANCO SOBRE OS 15 DIAS DA TERCEIRA PRORROGAÇÃO DO ESTADO DE EMERGÊNCIA  
No seu balaço de meio-termo, finda primeira metade desta última etapa do Estado de Emergência, o Chefe de Estado disse que persistem problemas que requerem especial atenção, tais como incremento significativo de pessoas em quarentena e isolamento domiciliário, aumento do estigma e discriminação.

Há ainda maior número de pessoas que se fazem aos hospitais a fim de visitar seu pa-rentes internados, o que é proibido no âmbito da necessidade de evitar a COVID-19.

Filipe Nyusi queixou-se ainda do que considerou “prevalecente rede de interacção soci-al entre adultos, crianças e idosos”. Sobre estas últimas faixas etárias, Nyusi lembrou que é preciso proteger as crianças e não se poder perder de vista que os idosos são um grupo de risco no que à COVID-19 diz respeito.

Ademais, persiste igualmente o “uso incorrecto de máscaras, deficientes condições de água e saneamento, desinformação e preocupação dos pais face à retoma faseada de aulas”, bem como há dificuldade de controlar os camionistas estrangeiros dentro do país.

Além das deficientes conduções de água e saneamento, focos do comércio e do distan-ciamento social, há dificuldades de fiscalização e prevenção nos transportes públicos, “desafios que devemos enfrentar juntos”, disse Nyusi, apontando ainda para o facto de a desinformar constituir preocupação.

Contudo, há boas práticas a em curso, como a melhoria da comunicação e difusão de mensagens educativas, evolvendo os líderes comunitários, bem como a reorganização dos mercados.

Estas e outras medidas permitiram, segundo o Chefe de Estado, atrasar o pico de casos e evitar a pressão dos hospitais, enquanto se estuda a vacina para curar o novo Coro-navírus.

Nyusi lançou um apelo para que nenhum moçambicano fique à margem da luta contra a pandemia e salientou que a indisciplina e a falta de respeito não se compadecem com o desiderato de combater a COVID-19. 


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