Quando o tiro exterior faz a diferença…

Quando o tiro exterior faz a diferença…

O Ferroviário de Maputo venceu, ontem, o Costa do Sol (81-68) em jogo da segunda jornada da Engen Maputo Basket ao nível dos seniores masculinos.

Uma abordagem inicial do jogo com clarividência ofensiva, e domínio nas tabelas, permitiu aos “canarinhos” fazerem um parcial de 6-0. Egídio Zandamela ganhava as segundas bolas e criava os desequilíbrios ofensivos.
Um minuto, ou seja, desconto de tempo pedido por Milagre “Mila” Macome para fazer os ajustes defensivos. 
Nova abordagem do jogo: um poste de raíz e quatro extremos na quadra, dos quais três atiradores. Ganhou maior dimensão o jogo exterior do Ferroviário de Maputo, com Manuel Uamusse, o suspeito do costume, a “partir a loiça”. 

 Aliás, Uamusse terminou o jogo com cinco tiros exteriores concretizados.

Melhor capacidade de girar a bola, penetrações e colocação da bola na zona dos 6.75 metros  por parte do Ferroviário de Maputo foram fatais para o Costa do Sol que saiu do primeiro quarto a perder pelo parcial de 21-14.
O segundo quarto foi mais do mesmo. Com um jogo aberto, de extremos, o Ferroviário de Maputo controlou a marcha do marcador.

De resto, faltaram as ajudas entre os bases e extremos do lado do Costa do Sol que cometeu muitos erros defensivos. 

Com maior esclarecimento ofensivo, o Ferroviário de Maputo foi alargando a sua vantagem na no jogo, proporcionando, em alguns momentos, jogadas espectaculares.  

Os pistoleiros Stélio Rodrigues e Manuel Uamusse, na sua zona de eleição na quadra, cumpriram a sua missão. 
Sem capacidade de reacção, o conjunto de Miguel Guambe foi ao intervalo a perder por uma diferença de 26 pontos: 50-24.   

O terceiro quarto foi igualmente de domínio do conjunto de Mila, o Milagre Macome, ele que foi girando a sua equipa. E, em algum momento, a ver-se obrigado a fazer alterações na posição, onde o segundo base (Baggio Chimonzo) cometeu alguns “turnovers”. 

A um ritmo de treino, o Ferroviário de Maputo disparou para uma vantagem de 31 pontos. O quarto período trouxe um Costa do Sol com pressão defensiva sobre o seu adversário que teve a pontuação mais baixa no jogo (11 pontos). 

Ofensivamente, o Costa do Sol melhorou a sua prestação mas o Ferroviário de Maputo soube controlar o jogo. E foi nesta etapa que Milagre Macome lançou para a quadra Augusto “Gordo” Matos, jogador que regressou apos um período sem competir. 

Precisa, nesta altura, ganhar ritmo competitivo para mostrar as suas qualidades inquestionáveis. 
Mesmo sem contar ainda com Pio “Lingras Júnior, Octávio Gregório Magoliço, Edson Monjane e Luís “Lulu” de Barros, Milagre Macome voltou a mostrar a sua capacidade de encontrar soluções no jogo mesmo com limitações de opções. 

JOGO DE LOUCOS 
Jogo de loucos na quadra do pavilhão do Desportivo. Decidido, apenas, no prolongamento. Costa do Sol vs Ferroviário das Mahotas, em femininos, proporcionaram uma partida equilibradíssima a qual as vice-campeãs nacionais venceram no prolongamento, por 68-67.
Mesmo com limitações, até porque Leonel “Mabê” Manhique só tinha disponíveis sete jogadoras, o Ferroviário das Mahotas, liderado por Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, deu cartas. 

E forçou o Costa do Sol a cometer muitos erros, tanto mais que no final do primeiro quarto vencia pelo parcial de 15-14.

No segundo quarto, o Costa do Sol dominou nas tabelas com Regina Maoche e Ilda Chambe a evidenciarem-se, com boas combinações. 

Mas o conjunto de Deolinda Ngulela denotou problemas na armação do jogo com Aquila Mucubaquire a perder muitas bolas e abordar mal o ataque. 

Mais do mesmo com  Iliana Ventura, a atiradora  que foi lançada para quadra para assumir o papel de armadora do  jogo das vice-campeãs nacionais.
Com uma defesa homem a homem todo do campo, as “canarinhas” procuraram forçar o seu adversário a cometer “turnovers”.

Explorando contra-ataques, boa capacidade de transporte de bola da base Bruna Argélio, o Ferroviário das Mahotas discutiu o jogo perante um Costa do Sol com mais soluções e, no final do segundo quarto, o parcial era de 30-31, vantagem para o conjunto de Deolinda Ngulela.

O terceiro quarto foi, igualmente, equilibrado, com a diferença a situar-se entre os cinco/quatro pontos. 
 Mabê viu-se forçado a dar alguns minutos de refrescamento a Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, a melhor unidade da sua equipa.
 

Na quadra, Madina Camara e Natália Manuel criavam os desequilíbrios ofensivos. O Costa do Sol respondeu com o seu jogo interior, onde Onília Mulhui e Regina Maoche davam cartas. 

Disputado a um ritmo intenso, esta etapa do jogo terminou com uma vantagem de cinco pontos para o Costa do Sol: 44-39.

O quarto e último período foi de “loucos”. Costa do Sol e Ferroviário das Mahotas disputaram o jogo ate o limite, com alguns erros cometidos por ambas equipas. O jogo terminou 56-56 e foi-se ao prolongamento. Nesta etapa, o Costa do Sol soube explorar os erros cometidos pelo seu adversário de venceu por 68-67. 


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