Roque Sebastião eleito presidente da FMB com acusações de irregularidades a mistura

Roque Sebastião eleito presidente da FMB com acusações de irregularidades a mistura

Roque Sebastião é o novo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB). Roque venceu a eleição com cinco votos dos 10 possíveis. Dino Khan ficou em segundo lugar com quatro votos, Carlos Tomo teve um e Clarisse Machanguana ficou em branco.

Parecia que tudo ia correr de feição, aliás, a entrada para as eleições tidas como das mais concorridas de todos tempos para presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, pareciam todos partir em pé de igualdade, mas desengane-se, porque houve quem disse existirem algumas irregularidades.     

Até quinta-feira, na lista (B) constavam duas figuras “problemáticas” pelo menos no entender do mandatário da lista (A), encabeçada por Clarisse Machanguana, que disse que os representantes de Nampula e Manica “procederam com o voto e ao mesmo tempo estavam na lista vencedora”.

Os presidentes visados votaram sim, mas já não constavam da lista que estava patente na sala do hotel Blue Sky, local onde ocorreram as eleições neste sábado. O curioso é que as duas listas (da quinta-feira e do sábado) tinham o carimbo oficial.

Mas há mais pontos que chamuscaram o processo de eleição que teve o “fim” neste sábado. “Os titulares dos órgãos sociais das federações, associações desportivas provinciais e distritais, só podem recandidatar-se uma vez”, e é aqui onde o mandatário de Dino Khan focou a sua reclamação.
“Constatamos que o presidente da mesa da Assembleia Geral da lista vencedora já cumpriu dois mandatos” explicou Micas Guivano, o mandatário do candidato derrotado Chafudino Khan.

Micas Guivambo sustentou-se no n? 2 do artigo 48 do regulamento da Lei de Desportos, mas Paulo Cuinica chamou de opinião e disse que as consequências serão conhecidas depois da formalização da reclamação.
“Houve uma manifestação oral, nós acolhemos e recomendamos as pessoas para que fizessem a sua reclamação por escrito” disse Cuinica, presidente da Mesa da Assembleia Geral, explicando que “pode até ser que por escrito eles mandem uma outra que não seja esta a reclamação”.

Enquanto a reclamação não chega, o presidente eleito da Federação Moçambicana de Basquetebol desvaloriza as supostas irregularidades e pede a união de todos no conhecido também como desporto da bola ao cesto.
“Já sabíamos que viriam para contestar isso” revelou Sebastião, concluindo que “as reclamações não tem suporte legal, são feitas meramente por paixão e pela necessidade de dizer mais alguma coisa”.

Quem podia dizer e fazer coisas diferentes eram as associações, mas estas preferiram continuar sem a aproximação e o carinho da Federação, pelo menos no entender de dois candidatos derrotados, Machanguana e Tomo.
“Eu digo boa sorte aos presidentes das Associações que fizeram esta escolha, com certeza tem um motivo que eu não sei que eu não vi, não me compete julgar” explicou Clarisse Machanguana.

Já Carlos Tomo foi mais contundente, ao afirmar que no seu entender “não augura mudanças no basquetebol moçambicano porque a maneira de fazer vai ser exatamente a mesma”.
Roque Sebastião tem uma opinião, no mínimo, diga-se, diferente, afinal, ele mesmo (explicou que) não fazia parte do grupo que cessou, liderado durante 10 anos por Franscisco Mabjaia.

Os que votaram, as associações, pediram mais inclusão. “Que a lista vencedora seja exactamente representativa para as Associações provinciais” explicou o representante das associações provinciais de basquetebol.

Por sua vez o governo enalteceu a presença da antiga estrela do basquete entre os candidatos. “É importante ter mulheres que criam, desenvolvem, e apresentam projectos de forma brilhante” explicou Rui Albasine.  

Com “as malas aviadas” Francisco Mabjaia estava inserido na lista (B), e foi o motivo da reclamação colocada pela lista de Dino Khan (D), e no seu “último” discurso como presidente da FMB disse que sai de cabeça erguida porque colocou o país em patamares muito bons a nível internacional.

Na classificação geral, Roque Sebastião ficou na primeira posição com cinco votos, Dino Khan com quatro, Carlos Tomo com um e Clarisse Machanguana com zero. Votaram 10 associações provinciais de basquetebol.

De preterido pelos clubes à presidente pois recorde-se Roque Sebastião não colheu “simpatia” de nenhum clube filiado à Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo.   

O novo elenco toma as rédeas da Federação depois do torneio pré-olímpico a ter lugar de 14 a 17 de Novembro próximo, uma vez que os ora candidatos, acordaram que não teriam tempo suficiente para preparar a seleção de basquetebol para esta prova.

Em virtude da participação de Moçambique nesta prova, mante-se temporariamente a direcção cessante assim como ficaram relegados para o futuro (ainda incerto), a apreciação do relatório financeiro e das actividades referentes ao 1º semestre deste ano.

 

 


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