Sidat reitera que clubes não licenciados não vão participar no Moçambola

Sidat reitera que clubes não licenciados não vão participar no Moçambola

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat, reiterou hoje, que nenhum clube vai participar no Moçambola sem estar licenciado. Sidat alertou ainda, que vai ser intolerante quanto ao aspecto

 

A Confederação Africana de Futebol (CAF) recomendou para a necessidade do devido licenciamento dos clubes moçambicanos para a disputa de provas, principalmente do âmbito africano. A Comissão de Licenciamento de Clubes fez um trabalho de sensibilização, assim como de facilitação, para que este processo fosse concluído antes mesmo do arranque do Moçambola 2020.

Entretanto, até ao momento, mais de metade dos clubes não estão licenciados, o que poderá inviabilizar a sua participação no campeonato nacional.

“Amigos - amigos, negócios à parte! Clubes que não forem licenciados não vão participar no Moçambola. Nós já tivemos encontros com a direcção da Liga Moçambicana de Futebol, eles estão conscientes e preocupados”, disse Feizal Sidat, durante o balanço trimestral da direcção da Federação Moçambicana de Futebol, que fez hoje, na Casa do Futebol.

Feizal Sidat deixou claro ainda que “regras são regras e não haverá tolerância” para os clubes que não preencherem os requisitos, pois o que mais importa é a qualidade do futebol moçambicano.

“O que nós queremos é a existência de poucos, mas bons. Não vale a pena ter muitos que nem capacidade tem para licenciar a própria equipa”, sublinhou o presidente, destacando que “vamos ser muito contundentes”.

No balanço trimestral de ontem, Feizal Sidat informou também que o organismo que dirige decidiu aumentar em mais de 60% o valor anual desembolsado às associações provinciais de futebol. Ou seja, passarão a receber 500 mil Meticais contra os 300 mil que eram disponibilizados anteriormente.

Ainda no que diz respeito às finanças, Sidat anunciou que a FMF reduziu o valor destinado à logística dos seus membros em missão de serviço, quer ao nível nacional assim como internacional. É o caso das viagens internacionais cujas ajudas descem de 500 para 200 dólares para as viagens fora do país, enquanto nas viagens internas o valor desceu de 10 para 6 mil Meticais. Já as delegações que acompanham as selecções nacionais para jogos fora do país o “per diem” reduziu dos 500 para 100 dólares, caso as questões da alimentação e alojamento estejam garantidas.

“Até podem nos perguntar sobre as razões para a redução desses valores. A questão é que estamos aqui não para nos servimos do futebol, mas para servirmos o futebol”, justificou o homem forte da Federação Moçambicana de Futebol.

Feizal Sidat fez os pronunciamentos ontem, no balanço dos três meses que separaram o primeiro encontro com a comunicação social, realizado em finais de Março, ocasião na qual apresentou a radiografia dos principais marcos da agremiação, com destaque para a reestruturação que tem empreendido no organismo, a diversos níveis.

 


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