Sílvia Veloso em modo brilhar

Sílvia Veloso em modo brilhar

Modo activo: brilhar. É, por estas alturas, o estado de Sílvia Amadeu Veloso, moçambicana que “navegou” o Chiveve, cruzou o atlântico e  “atracou” no Texas,  precisamente no Seward County Community College (SCCC).

Bastaram, e o passado das moçambicanas nesta instituição a inspirou certamente,  alguns meses para se (a)firmar como principal base-armadora das “Lady Saints” e merecer distinções.

Pois é: Sílvia Amadeu Veloso, a franzina e craque basquetebolista, foi nomeada há dias para a “1º st Team All-Conference for the Jayhawk Conference”, o equivalente a equipa ideal da conferência  Jayhawk.

A indicação aconteceu a 7 deste mês, um dia depois do Seward County Community College ter  vencido o “Torneio da Região VI”, após uma vitória sobre o Independence Community College, por 59-47.

Em dia de consagração e, porque não dizê-lo (?), de (re)afirmação do seu potencial, Veloso contribuiu com 10 pontos durante os  34 minutos em que esteve na quadra.

A “point guard”, refere o sítio do SCCC, revelou-se uma “grande defensora e determinante” nas “Lady Saints”,  tendo terminado a temporada com 113 roubos de bola, média de 3.4 “steals” por jogo.

Perfeito, os registos apontam que esta é a sétima melhor marca de roubos de bola numa temporada no Seward County Community College na sua história.

A sua “relação” com a pontuação é exemplar: 260 pontos, perfazendo uma média de 7.9 pontos por jogo.

 Boa, diga-se, a sua percentagem de lançamentos livres é de 64.4 %, enquanto os lançamentos de campo situam-se nos 53.7 %.

Mas há mais, em termos de números, desta atleta que foi medalha de bronze com a selecção nacional de basquetebol sub-18, no Africano de 2016, no Cairo, Egipto. Veloso colectou 126 ressaltos, média de 3.8/jogo e fez 131 assistências (média de 4.0 assistências/jogo) e  28% ao nível do tiro exterior.

Para além de Sílvia Veloso, a americana Mollie Mounsey foi indicada para a primeira equipa da conferência.

Esta terminou a temporada com uma média de 19.0 pontos por jogo, superando a marca de 1000 pontos na sua carreira.

Mollie Mounsey obteve médias de 48.8 % (lançamentos de campo), 44.2 % nos lançamentos exteriores, 88.3 %  (lançamentos livres) e 4.4 ressaltos por jogo e 2.6 assistências.

Sonho de jogar na WNBA

Reza a história do basquetebol moçambicano que apenas, e apenas mesmo, uma atleta disputou a ambicionada e fantástica WNBA, versão feminina da NBA, Liga Profissional de Basquetebol dos EUA. Seu nome? Clarisse Eulália Machanguana, super-profissional tratada carinhosamente por “Match” na terra do Tio Sam. Ela, Clarisse Machanguana, que partiu da União de Santarém (Portugal) para a universidade de Old Dominion e depois selecionada no “draft” da WNBA, em 1999, pelas Los Angeles Sparks, tendo depois representado as Charlotte Sting e Orlando Miracle.

Um grande exemplo para as novas gerações que pretendem atingir o seu nível.  E, um dos novos valores do basquetebol moçambicano que não só a admira como também quer singrar nos EUA, é a extremo-base Sílvia Veloso que se tem evidenciado no Seward County Community College.

Fã confessa de Machanguana, a atleta disse, antes de rumar aos EUA,  que vai lutar para um dia concretizar o sonho de jogar na WNBA. “ Estou muito feliz. É uma oportunidade muito grande que eu tenho para apreender ainda mais sobre o basquetebol e evoluir visto que, os EUA, são uma referência. É um sonho que vou realizar. Agora, vou lutar para alcançar um dos meus grandes sonhos que passa por jogar na WNBA”, começou por dizer Veloso. E nós acrescemos: sonhe, sonhe...

Foco, disciplina e trabalho.


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