Terceiro livro de Léo Cote lançado hoje na Fundação Leite Couto

Terceiro livro de Léo Cote lançado hoje na Fundação Leite Couto

Seis anos passaram. O poeta produziu e, então, regressa às publicações. Por isso mesmo, logo à noite deste dia 10 do último mês do ano, Léo Cote vai lançar o seu novo livro. A cerimónia vai realizar-se na Fundação Fernando Leite Couto, na cidade de Maputo, a partir das 18 horas, e, no acto, dois apresentadores vão apresentar as suas percepções sobre o livro, nomeadamente, Américo Pacule e Forjaz Secca.  

Intitulada Campo de areia, a terceira obra poética de Léo Cote possui 101 páginas e é constituída por dois cadernos. O primeiro é “Gravuras”, com uma poesia resultante de leituras feitas a autores como Rilke, Fernando Leite Couto, Sangare Okapi e Hirondina Joshua. O segundo caderno é o “Das inclinações geométricas”

Sem saber muito bem o que pretendeu levar ao livro, do ponto de vista temático Léo Cote focou-se em temas como o amor, a morte e o ser. Assim, em dois ou três meses a concepção do livro cujos poemas foram escritos a mão na Fundação Fernando Leite Couto ficou pronta.

Segundo admite Léo Cote, neste livro há uma forte presença de Rilke. Na verdade, o primeiro título da obra foi inspirado num texto de Rilke. Entretanto, o editor não concordou, por ser longo. Então o poeta repensou no título a partir de um outro de Rui Knopfli, Máquina de Areia. E pronto. Ao invés de Máquina ficou Campo.

A ser lançada sob a chancela da Fundação Fernando Leite Couto, a proposta literária de Léo Cote é tida pelo poeta como de alguma continuidade: “mas o livro é mais de ruptura com tudo o que escrevi até aqui. Penso que este é um livro mais maduro, do ponto de vista estético”, afirmou Cote, acrescentando que o processo criativo deu-lhe muito gozo, pois, inclusive, pôde traduzir em texto muito do que foi lendo nos últimos anos. “Gostava que os leitores encontrassem o que tento dizer neste livro, ainda que eu não saiba tudo o que pretendo dizer. Sempre há zonas de penumbra”.  

Campo de areia tem prefácio da brasileira Vanessa Riambau Pinheiro, quem considera o terceiro livro de Léo Cote o melhor até aqui publicado. E justifica: “mostra-nos uma faceta ainda mais inquieta e sabedoria do carácter fugidio da poesia. Deste livro, fica-nos a inquietude de um eu poético que interroga o mundo ao mesmo tempo em que questiona a si próprio, ciente da efemeridade humana e da intangibilidade da vida. E, no desvelar deste mundo que o transcende, descobre-se a si próprio diante do leitor”.

Léo Sidónio de Jesus Cote nasceu em 1981, em Maputo. Frequentou o curso de Linguística e Literatura na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. Foi professor primário e secundário. Em 2004, como co-fundador, cria o grupo Arrabenta Xithokozelo, que passou a animar as noites de poesia e música no Modaskavalu (Teatro Avenida). Tem organizado recitais de poesia e tertúlias literárias, tendo participado num programa de rádio, por um ano e meio, como leitor comentador de obras literárias na Politécnica Rádio, da Universidade Politécnica. Publicou Carto poemas de sol a sal (2012) e Poesia total (2013), Prémio Literário 10 de Novembro do Concelho Municipal de Maputo, 2012.


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