Terminal de gás na Beira anima agentes económicos do sector

Terminal de gás na Beira anima agentes económicos do sector

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou esta semana, na cidade da Beira, no âmbito de uma visita de trabalho de quatro dias a província de Sofala, o primeiro terminal automatizado de gás para o uso doméstico, construído de raiz e que tem uma capacidade instalada para encher cerca de cinco mil botijas de gás e 12 camiões por dia, num turno de oito horas. O gás será vendido nas regiões centro e norte do país e também será usado para a exportação.

Trata-se de uma iniciativa da Petromoc que conta com um investimento de cerca de 38 milhões de dólares, dos quais 31 financiados pelo Banco de Exportação e Importação da Índia e os restantes sete milhões foram disponibilizados pela empresa Petromoc.

Uma das características essenciais que a infra-estrutura possui é um sistema moderno de combate ao incêndio e uma sala dotada de equipamentos que permitem o controlo de todas as operações que ocorrem dentro da terminal, como o monitoramento dos níveis de gás dentro dos três tanques existentes e sistemas de bombagem para as botijas e para os tanques dos camiões.

Quanto ao sistema de combate ao incêndio, funciona com quatro dispositivos. O sistema de detector de fumo, o sistema de detector de gás, o sistema de válvulas de segurança e o sistema de chamadas de emergência. Primeiro detecta a existência de fumo.      

Os distribuidores e revendedores de gás doméstico aplaudiram as tecnologias de ponta instaladas no terminal, pois garantem-lhes segurança na movimentação do gás. Mas a maior satisfação dos mesmos está no facto de a infra-estrutura estar localizada dentro do recinto portuário da Beira, uma área estratégica para as suas actividades, pois para eles, doravante haverá menos custos no manuseamento do produto e o gás estará atempadamente no seio dos consumidores, sem risco de rupturas como vem acontecendo, dada as dificuldades de colocar o produto no mercado devido as longas distancias que separavam as comunidades consumidoras o único terminal que existia, o de Maputo.

"Para o transporte de gás, éramos obrigados a percorrer cerca de cinco mil quilómetros para ir e regressar de Maputo. Com este terminal, reduzimos para metade a distância, o que reduz os custos primários para o transporte do produto. Mas o mais importante é que a disponibilidade de gás nas comunidades irá aumentar significativamente e terminam as rupturas, porque eram necessários 12 dias de ida e volta à Maputo e hoje só precisamos de uma semana"- explicou João Rodrigues, representante do VIDA -Gás, uma empresa que se dedica à distribuição de gás na zona norte do país. Rodrigues acrescentou que a iniciativa, para a sua empresa, é bem-vinda uma vez que a mesma irá aliviar, em termos de custos. "Os investimentos são feitos até agora, nas nossas três estações de enchimento localizados em Pemba, Nampula e Mocuba".

Enquanto isso, Cláudio James, Director-Geral da Petrogás, referiu que a implantação do terminal oceânico automatizado na Beira terá um grande impacto na logística. "A Petrogás não tinha nenhuma logística na Beira. Vamos passar a ter armazenagens, facto que trará um grande impacto económico nas nossas operações para podermos expandir muito facilmente para as províncias do centro e norte do país. Tínhamos uma linha de reabastecimento muito pequena mas agora podemos garantir com segurança aos nossos clientes o gás de forma permanente. Ou seja, já estamos em condições para satisfazer a demanda do mercado, que felizmente vem crescendo de forma muito satisfatória"

Por sua vez, Paulo Varela, Presidente do Conselho de Administração da GALP, explicou que a infra-estrutura cria a possibilidade de "recebermos o produto aqui no Porto da Beira. Com este facto, o país fica com o investimento mais robusto, pois tem agora dois pontos de entrada de gás doméstico para o consumo interno, permitindo assim a distribuição do produto de forma mais eficaz. Penso que a dinamização no consumo de gás doméstico passa a ser fundamental porque está em causa a economia assim como o uso mais responsável dos recursos florestais, pois vai diminuir a pressão com vista a produção da lenha e carvão vegetal, que é uma preocupação crescente".

 

 


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