Transportadores consideram um alívio a eliminação de 1/3 na lotação

Transportadores consideram um alívio a eliminação de 1/3 na lotação

Operadores do transporte público e semi-colectivo de passageiros consideram que é um alivio o anúncio do Governo do levantamento da medida de limitação à um terço para lotação máxima de cada viatura no âmbito da prevenção contra a COVID-19. Os transportadores querem mais detalhes das novas medidas anunciadas pelo executivo porque segundo constatam continuam com prejuízos.

Lavar as mãos depois e antes de embarcar é o que a reportagem do jornal "O País" viu em algumas paragens de transporte público no centro e arredores da Cidade de Maputo. E nos autocarros já embarcam passageiros na lotação máxima seguindo o relaxamento anunciado depois da sexta sessão extraordinária do conselho de ministros para o sector do transporte.

Ozias Bila, acabava de parar seu autocarro na paragem vulgarmente conhecida por brigada localizada no cruzamento entre a EN4 e Avenida de Moçambique, tinha seu autocarro lotado. Bila considera que as novas medidas representam um passo positivo, mas não deixa de queixar-se quanto ao lucro.

“Transportando cinquenta pessoas nunca chega, só resta uns mil ou mil quinhentos para o patrão e quando era um terço a situação era péssima”, disse Ozias Bila motorista do transporte público que liga as Cidades de Maputo e Matola.

Numa outra paragem na interação com os motoristas, estes comprometem-se a cumprir e fazer cumprir as medidas de prevenção anunciadas pelas autoridades no âmbito do estado de emergência.

A Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), através do seu Presidente Castigo Nhamani, diz ser um passo positivo as novas medidas tomadas e tornadas públicas esta quarta-feira pelo executivo, ao fim de mais uma sessão extraordinária do conselho de ministros. Entretanto Nhamani defende a necessidade de mais esclarecimentos por parte do governo, porque segundo suas palavras os operadores continuam com prejuízos.

“O que nós temos que trocar em miúdos é mesmo uma questão de contas, porque nós estamos estes dias todos a trabalhar e a somar prejuízos, daí que eu digo, estamos a qui para poder receber a orientação em detalhes. Portanto há muitos pormenores que nós temos que tratar mas sempre no espírito de confiança de bons resultados nós vamos alcançar neste trabalho que levamos a cabo pelo Governo”.

Castigo Nhamani falava no recinto da Agência Metropolitana de transporte de Maputo, AMT, à porta de uma reunião com aquela instituição e outros operadores incluindo empresas municipais. Na ocasião o administrador Armando Bembele da Agência Metropolitana de transporte de Maputo fez saber também que as novas medidas tiram do suco os operadores enquanto vigorar o estado de emergência.

“Esta situação dos lugares sentados já é um alívio porque em algumas situações era praticamente impossível para levar doze pessoas e doze pessoas por doze meticais estamos a falar de quase 144 meticais e isso só compra dois ou três litros de combustível e seria impossível trabalhar”.

E a fiscalização e a desinfeção das mãos e dos autocarros continuam nos terminais de transporte público incluindo no interior dos próprios meios de transporte.

 


Contactos

Tef: +258 21 313517/8

Email: opais@soico.co.mz
Local: Rua Timor Leste, 108 Baixa
Maputo- Moçambique