Três moçambicanos acusados de colaborar para Privinvest com autorizações falsas

Três moçambicanos acusados de colaborar para Privinvest com autorizações falsas

Três supostos moçambicanos terão recebido vistos falsos de trabalho nos Emirados Árabes Unidos, onde entraram como colaboradores da Privinvest. Lembre-se que esta empresa foi intermediária no processo de canalização do dinheiro das dívidas ocultas às empresas ProIndicus, Ematum e MAM.

Os supostos moçambicanos terão entrado na empresa Privinvest como “mecânico de máquina a petróleo”, “mecânico de máquina a gasolina” e “mecânico hidráulico”, de acordo com uma carta de procuradores norte-americanos, citada pelo Observador, jornal português.

E o facilitador destes vistos falsos de trabalho aos moçambicanos terá sido o libanês Jean Boustani, então executivo da Privinvest. Os vistos foram enviados via correio eletrónico por Jean Boustani a 2 de janeiro de 2012.

“Para ativar e promover o esquema, o acusado e os seus co-conspiradores criaram três entidades em Moçambique, detidas e controladas pelo Estado, cujo objectivo aparente era obter empréstimos para fundos dos três projetos marítimos”, refere a carta de procuradores norte americanos.

Os procuradores dos Estados Unidos descrevem também o envolvimento do ex-ministro das finanças Manuel Chang, apelidado de Chopstick, que teria assinado as autorizações necessárias aos empréstimos das três empresas moçambicanas, nomeadamente Proindicus, Ematum e MAM. Manuel Chang terá recebido cinco milhões de dólares entre 20 de Outubro de 2012 e 4 de Dezembro de 2013.
 
O documento da acusação judicial indica também que 200 milhões de dólares (175 milhões de dólares) foram pagos em subornos a funcionários do Governo de Moçambique e que o próprio Jean Boustani terá enriquecido em 15 milhões de dólares no esquema.


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