Tribunal de Londres adia julgamento de extradição de 3 antigos banqueiros do Credit Suisse

Tribunal de Londres adia julgamento de extradição de 3 antigos banqueiros do Credit Suisse

O julgamento do pedido de extradição para os Estados Unidos de América de três antigos banqueiros do Credit Suisse acusados de envolvimento no processo de dívidas ocultas de Moçambique foi adiado para 29 de março no Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres.

A imprensa internacional fala do adiamento do julgamento do neozelandês Andrew Pearse, antigo diretor do banco Credit Suisse, o britânico Surjan Singh, diretor no Credit Suisse Global Financing Group, e a búlgara Detelina Subeva, vice-presidente deste grupo, que aguardam a extradição para os Estados Unidos, na sequência de um processo por “fraude de grande escala” pela justiça norte-americana.

Os três suspeitos foram detidos no dia três de Janeiro e estiveram presentes no tribunal, na última sexta-feira, mas foram libertados e renovadas as medidas de coação, nomeadamente a apresentação regular numa esquadra de polícia.

Andrew Pearse, Surjan Singh e Detelina Subeva são acusados de contornar e defraudar os sistemas de controlo interno dos bancos, de omitir informações importantes sobre a probabilidade da corrupção nestas transacções e de eliminar e substituir regras impostas pelo grupo financeiro.

O processo iniciado pela justiça norte-americana aguarda também a extradição do antigo ministro das Finanças de Moçambique Manuel Chang da África do Sul, enquanto o negociador do grupo de construção naval Privinvest, o libanês Jean Boustani, já está detido nos Estados Unidos.

Todos são acusados de envolvimento num esquema de corrupção que lesou o Estado moçambicano em 2.2 biliões de dólares, devido a empréstimos ocultos às empresas Ematum, Proindicus e MAM, garantidos pelo Estado moçambicano, cujos valores foram desviados para enriquecimento próprio dos suspeitos.

O caso vai ser julgado ao abrigo da Lei Norte-americana das Práticas de Corrupção Estrangeiras, que condena o pagamento de subornos a membros de governos estrangeiros para aprovação de negócios em benefício próprio.

Desde 2016, após a revelação das dívidas ocultas, os parceiros de cooperação suspenderam vários apoios a Moçambique, incluindo o Fundo Monetário Internacional, contribuindo para a degradação das perspectivas económicas do país.


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