Turismo perde 95% das suas receitas mensais

Turismo perde 95% das suas receitas mensais

O Turismo, sector mais afectado pela pandemia da COVID-19, perdeu mais de 95% das suas receitas mensais, sendo que dos 6897 estabelecimentos existentes, encerraram temporariamente 1199, o correspondende a 17% do universo, afectando 11698 dos 64640 trabalhadores.

 

Segundo o relatório do Presidente da República sobre o termo do Estado de Emergência submetido à Assembleia da República, do dia 30 de Julho, nos últimos 120 dias o Governo consegiu, em termos de Medidas de Prevenção, assegurar a massificação do uso de máscaras ou viseiras, sensibilização e educação cívico-sanitária, submissão à quarentena, isolamento e internamento das pessoas infectadas pela COVID-19, visitas às unidades hospitalares, alargamento da escala de despiste e testagem, protecção dos grupos vulneráveis e de risco, requisição de prestação de serviços, restrição da emissão de vistos e acordos de supressão de vistos, validação de lidenças e documentos oficiais caducados, encerramento de postos de travessia, limitação de voos, suspensão de aulas presenciais, cultos e celebrações religiosas, eventos públicos e privados bem como o encerramento de estabelecimentos comerciais de diversão e equiparados e restrição da realização dos funerais.

Em relação ao Sector Público, o Presidente da República refere que houve desvalorizção do impacto da COVID-19, elevando o risco de incumprimento das actividades programadas no Plano Económico e Social 2020.

No sector da Cultura, o Presidente da República revela que dos 1449 estabelecimentos das indústrias culturais e criativas, 969 foram encerrados, tendo afectado 5442 trabalhadores e causado prejuízos acima de 5 milhões de meticais.

O Turismo, mais afectado pela pandemia da COVID-19, perdeu mais de 95% das suas receitas mensais, sendo que dos 6897 estabelecimentos existentes, encerraram temporariamente 1199, o correspondende a 17% do universo, afectando 11698 dos 64640 trabalhadores.

No Desporto foram suspensas todas actividades, excepto as do alto rendimento com qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021.

Nos Mercados, os inquéritos epidemiológicos realizados nas cidades de Nampula e Pemba apontam para uma taxa de seropositividade de 21% e 6,5% nos mercados destas duas cidades.

Em relação à Inspecção das Actividades Económicas, foram realizadas cerca de 22 mil acções inspectivas que resultaram na destruição de bens alimentares fora do prazo orçados em cerca de 7 milhões de meticais e foram encerradas 5875 barracas, bares, cervejarias, esplanadas, churrasqueiras e indústrias de panificação.

A Actividade Industrial, Agrícola e Pesqueira é uma das que menos se ressentiu dos efeitos da COVID-19. Embora tenham sido implementadas as acções de prevenção, a pandemia não chegou a impactar negativamente em grande medida nos investimentos deste sector.

Em termos de Produção, Reserva e Abastecimento Alimentar, o relatório refere que foi assegurado o stock em bens alimentares essenciais à população, bem como matérias-primas, acções a que foi associado o controlo da especulação de preços e açambarcamento.

Contudo, no Transporte Colectivo de Passageiros continua a verificar-se incumprimento da lotação nos transportes de passageiros, fraco distanciamento social sobretudo nas horas de ponta e a indisponibilidade do transporte. Mas por outro lado, registou-se uma elevada consciência sobre a necessidade do uso da máscara de proteção e a viseira.

No Sector da Justiça, foram aplicadas 2054 penas, das quais 767 privativas de liberdade. Os principais tipos legais de crimes cometidos durante o Estado de Emergência foram desobediência, injúria, ofensas corporais e resistência ilegal. A maioria das infrações foram cometidas por indivíduos de sexo masculino, num total de 1630. Nos registos e notariados foram realizados um total de 1325 casamentos.

Na área do Trabalho, até Junho de 2020, das 90505 empresas afectadas pelas medidas de contenção da propagação da COVID-19, 974 optaram pela suspensão dos contratos de trabalho, 144 cessaram os contratos de trabalho e 21 empresas encerraram as suas actividades.

Por fim, na área de Defesa e Segurança foram detidos 3885 indivíduos por desobediência ao Estado de Emergência, dos quais 2054 julgados e os restantes restituídos à liberdade. Foram igualmente apreendidas 526 viaturas, encerrados 5617 bares e barracas, 1951 estabelecimentos comerciais e dispersos 15003 indivíduos em concentração.

 


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