Há falta de limpeza nos cemitérios de Maputo e Matola

Sem limpeza há meses, o capim e os arbustos não param de crescer no Cemitério da Texlom, um dos principais no município da Matola.

As flores semeadas por familiares cederam ao capim que cobre as campas e acessos, dificultando a caminhada.  
 
Se é assim nos cemitérios principais, nos secundários como o de Bedene, o problema é mais crítico.

Os coveiros dizem que, desde 2015 que o cemitério não tem pessoas responsáveis pela limpeza.

A chefe do Posto Administrativo da Machava, Anastácia Quitane, explica que o Cemitério da Texlom tem 25 trabalhadoras sazonais, mas não conseguem manter o local permanentemente limpo. Já no Cemitério de Bedene, a limpeza depende de pessoas de boa vontade.

O problema não está só na Matola. No Cemitério do Nwaxitsene, no bairro das Mahotas, Município de Maputo, há muito que não se vê uma limpeza geral. Aliás, última vez que beneficiou de limpeza dos trabalhadores sazonais do Conselho Municipal foi em 2016. De lá a esta parte, a limpeza é feita por crentes das igrejas do bairro.

Mesmo o cemitério de Lhanguene, um dos principais da capital, também não escapa do problema. Na verdade, revela o administrador de Lhanguene e outros cemitérios da capital, a cidade de Maputo só tem 30 trabalhadores sazonais contratados anualmente para limpar sete cemitérios. Escusado dizer que a mão-de-obra é insuficiente.


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