Moçambicano é piloto mais antigo da TAP

A história deste voo inicia no cokpit. O comando é dado por José Vilhena, piloto moçambicano e o mais antigo, ainda no activo, nos Transporte Aéreos Portugueses. Uma biblioteca viva de parte da história da aviação comercial portuguesa. 

Uma evolução que aconteceu ao longo dos últimos 72 anos. A celebrar, um voo diferente, um voo especial.

Os passageiros são surpreendidos desde o check in, com um regresso no tempo. Um regresso aos anos 70, quando a pintura, o traz da tripulação e a logística da viagem eram diferentes de hoje. 

Os destinos podiam ser vários, mas a nossa viagem é para Maputo, uma das rotas mais antigas, feita durante 71 dos 72 anos da companhia. 

Em 1946, um ano após a criação da TAP, Maputo, então Lourenço Marques foi um dos primeiros destinos da aviação portuguesa. Nos anos 40, esta tripulação fez o primeiro voo da linha imperial Lisboa-Lourenço Marques, uma das mais longas. 

O voo juntava dois continentes e durava dias, com dormidas incluídas. O trajecto era Lisboa-Casablanca-Bolama-Lagos-Liberville-Luanda-Lusaka-Lourenço Marques.
O comandante Vilhena não viveu aqueles tempos mas conhece bem a história daquela altura. 

A partir dos anos 60, o Boing 707 da TAP, batizado de Lourenço Marques é que assegurava as ligações entre Portugal e Moçambique. Foi assim até a década de 70. Concretamente em 1978, este piloto moçambicano juntava-se a história da companhia, para nela construir a sua própria história. 

Nas celebrações dos 72 anos, a TAP proporciona aos passageiros uma viagem no tempo. Um regresso aos voos dos anos 70, quando o então piloto, hoje comandante deste voo, deixou as Linhas Aéreas de Moçambique para evoluir em Portugal. 

Com fardas daqueles tempos, as “hospedeiras” cuidam dos mais de 200 passageiros à bordo. Moçambicanos de regresso a terra natal ou portugueses e não só. Uns que, mais uma vez vão visitar Maputo. Outros que o fazem pela primeira vez.

Maria de Lurdes, 66 anos de idade e 47 de voo, é dos tempos destas fardas. Evoluiu de assistente a supervisora das comissárias de bordo e pela experiência conhece bem a diferença entre o passado e presente. 

Outra diferença é o menu das refeições do voo. Bife à portuguesa, bacalheu e crime de batata doce são algumas iguarias dos anos 70 que o chef Victor Sobral encontrou ao visitar o arquivo gastronómico da TAP. 

Durante a viagem as pequenas telas garantem a recriação com filmes e músicas daqueles tempos incluídos no pacote. 

Dez horas e quinze minutos depois, pela janela um brinde com a vista aérea de Maputo. Ao circundar a baia a construção da Ponte Maputo-Katembe chama atenção aos passageiros. 
Ambiente aterragem do avião

Com este voo, o moçambicano José Vilhena adicionou mais tempo as suas mais de 28 mil horas de voo. 

Uma viagem entre duas cidades com relações históricas, numa rota histórica para guardar na memória. 


 


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